Município do Agreste ganha indústria de envasamento de água mineral

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A cidade de Barra de Guabiraba, no Agreste de Pernambuco, ganhará uma indústria de fabricação de águas envasadas, a Águas do Futuro, atuante no mercado com o nome comercial de “Ecoágua”. De acordo com o Banco do Nordeste (BNB), que financiará 90% dos recursos injetados, o investimento total é de R$ 1,1 milhão, com o montante sendo oriundo do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Vale lembrar que Pernambuco é o segundo maior produtor de água mineral envasada no país, com 14% da produção nacional.

A planta do empreendimento contempla a construção de um galpão industrial, além da área administrativa, vestiários, serviços gerais, guarita, casa de lixo, casa de captação e linha de garrafões retornáveis de 10 a 20 litros. Com a iniciativa, serão gerados 35 empregos diretos na região. A expectativa é de que o empreendimento seja inaugurado em setembro deste ano.

O gerente da agência do BNB em Bezerros, que realizou a contratação, Derval Rocha, explicou que Barra de Guabiraba é conhecida por estar totalmente inserida nos domínios da bacia hidrográfica do Rio Sirinhaém. Daí, a razão para as atividades relacionadas a esse segmento serem destaque na cidade. “Os diferenciais da Águas do Futuro, no entanto, serão o envasamento de uma água de melhor qualidade para o consumo humano, com acréscimo de sais mineraisa, além do preço mais acessível dos garrafões, se comparados às marcas já famosas”, explica.

A água a ser envasada será extraída de um manancial localizado em um imóvel de propriedade da empresa. Serão utilizados 140 metros cúbicos de água por dia e a indústria terá capacidade de produzir 2,5 milhões de botijões de água de 20 litros, que serão comercializados na própria região. “Estabelecemos um raio de atuação de 100 quilômetros entre a indústria e seus distribuidores porque esse é o raio máximo que a maioria dos pequenos empresários estabelece para atuação nesse mercado. Isso porque o produto tem valor agregado baixo, o que não permite custos de frete elevados”, explicou Waldson Leopoldino, administrador da indústria.

Segundo ele, a parceria com o BNB foi fundamental para que o negócio fosse concretizado. “Pretendemos fortalecer ainda mais a relação com o BNB pois sabemos do potencial desse nicho de mercado e já temos planos de expandir a nossa produção inicial e passar a produzir novos produtos, inclusive os próprios garrafões nos quais a água será armazenada”, completou Leopoldino.



Veículo: Diário de Pernambuco


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