AG Plast fecha parceria com Coca-Cola

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Empresa juiz-forana vai iniciar os primeiros lotes de produção da garrafa Ref-Pet, retornável de dois litros.

A AG Plast, com sede em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, já começa o semestre com boas notícias. A partir da segunda quinzena deste mês, ela inicia a produção dos primeiros lotes da garrafa Ref-Pet, retornável de dois litros, para a Coca-Cola. A fim de atender ao novo cliente e garantir a expansão dos negócios, a empresa investe R$ 16 milhões em uma nova fábrica de 80 mil metros quadrados no Distrito Industrial. A princípio, as novas embalagens devem atender aos mercados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

A parceria entre a mineira e a multinacional só foi possível devido à inauguração da nova planta da AG Plast, que atende aos padrões exigidos pela indústria alimentícia.

Os primeiros lotes nas linhas de envase já foram enviados para testes e aprovados em laboratório. Na próxima segunda-feira, acontece a auditoria final, cujo objetivo é verificar a qualidade das instalações da fábrica. O contrato inicial prevê a produção de 2,8 milhões de embalagens por mês. Nos próximos seis meses, a expectativa é de que o número dobre. Contudo, em função da elevada capacidade instalada da nova fábrica, o número pode ser multiplicado em até quatro vezes, chegando a atender o mercado nacional. O contrato tem duração de seis anos.

O novo contrato e a ampliação da fábrica provocaram a necessidade de admissão de novos profissionais, com maior nível de qualificação. No total, foram contratados 180 funcionários. Apesar da euforia em relação à Coca-Cola, isso não significa que o novo cliente será o novo carro-chefe da AG Plast. "A fabricação dessas embalagens deve representar, neste ano, 6% do nosso faturamento", explica o diretor, Anderson Cardoso Guimarães.

A AG Plast surgiu em 2001 e é especialista na fabricação de plásticos em polietileno (PE) e polietileno tereftalato (PET). Ano passado inaugurou, por meio da AG Companhia de Revalorização Plástica (CRP), uma operação pioneira no município da Zona da Mata. Ela transformava garrafas PET já utilizadas em flakes plásticos, matéria-prima para outras embalagens plásticas sustentáveis.

O momento econômico cercado por incertezas fez com que a empresa fizesse uma revisão da meta de crescimento prevista para este ano. Segundo Guimarães, o bom desempenho do primeiro trimestre, não se repetiu no período de abril até junho, devido à forte queda observada no consumo. "Neste mês, estamos revendo as nossas estratégias e estabelecendo números mais reais para a segunda metade do ano, que ainda serão divulgados", revela o diretor.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o faturamento de 2012, na comparação com o ano anterior, cresceu 7,5%, o que resulta em uma receita de R$ 12 bilhões. Dado mais recente, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a maio, evidencia estabilidade, com ligeira retração de 0,1%, na comparação com o mês imediatamente anterior na produção da indústria de borracha e plástico. Porém, em relação ao exercício anterior, os resultados são positivos em todas as bases de comparação. Sobre maio do ano passado, a expansão é de 3,6% e de 2,3%, no acumulado de 12 meses.


Reciclagem - Pensando em uma alternativa para o tratamento do lixo urbano e para a preservação do meio ambiente, o Grupo AG, empresa do setor de produção de embalagens plásticas em PET (Politeraftalato de Etileno) e PE (Polietileno), lança seu projeto de reciclagem de garrafas PET em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O projeto é pioneiro no Brasil e conta com uma tecnologia alemã de reciclagem que segue o sistema Bottle-to-Bottle e transforma o lixo plástico em matéria-prima para a produção de novos produtos.

Esse lixo é formado por descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo que são transformados em grânulos a serem reutilizados na produção de novos produtos como sacos de lixo, solados, pisos, conduítes, mangueiras, componentes de automóveis, fibras, embalagens não alimentícias, dentre outros.

O processo de reciclagem do PET usado pela AG Companhia de Revalorização Plástica traz diversos benefícios para o meio ambiente e a sociedade. Um deles é a redução do volume de lixo coletado, o que prolonga a vida útil dos aterros sanitários, local onde normalmente esses detritos são depositados. Outros benefícios são: economia de energia elétrica e de petróleo, aumento no número de empregos, diminuição do preço dos artefatos produzidos com plástico reciclado, além da valorização da limpeza pública e da formação de uma consciência ecológica.

O processo básico da unidade de reciclagem da AG está projetado para a capacidade de 1.400 kg/hora, o que possibilita uma produção média de aproximadamente 750 toneladas/mês de material. Só em seu investimento inicial, ele aumenta a oportunidade de empregos diretos e indiretos para mais de 1.200 pessoas. Além disso, somente a primeira etapa já vai retirar de circulação mais de 56 milhões de embalagens de PET dos aterros sanitários e rios, o que contribui com os objetivos da nova lei de resíduos sólidos.



Veículo: Diário do Comércio - MG


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