Tomate tem alta de 69,6% em outubro

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O preço do quilo do tomate no Grande ABC teve aumento médio de 69,6% em novembro, passando de R$ 3,66 para R$ 6,20, de acordo com a pesquisa semanal da cesta básica feita pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integral de Santo André). O levantamento, divulgado ontem, é realizado em supermercados de seis cidades da região – Rio Grande da Serra não participa.

Os itens de hortifrúti foram responsáveis pelo aumento mensal de 4,83% no preço da cesta básica no Grande ABC, de R$ 486,22 para R$ 509,73. A batata subiu 49,9%, alcançando R$ 4,56 o quilo. A cebola, que no meio do ano chegou ao patamar acima de R$ 7 voltou a encarecer em novembro, passando de R$ 2,84 para R$ 4,10 (44,54% a mais). Na comparação com a primeira semana de janeiro, a cebola teve elevação de 78,8%, enquanto o tomate variou 42,5%.

Coordenador da pesquisa, o engenheiro agrônomo Fábio Vezzá De Benedetto explica que os fatores climáticos observados ao longo do ano explicam os aumentos nos produtos de hortifrúti. “A estiagem pesou bastante. No caso da cebola, por exemplo, o preço passou de R$ 7 no meio do ano, quando tivemos de importar. Agora, já voltamos a utilizar a safra paulista, que não dura muito e, neste ano, não está tão boa. Ou seja, vamos ter de comprar da região Sul e logo o preço deve subir de novo.”

Especificamente no fim do ano, Benedetto acrescenta que os preços dos itens que compõem a salada tendem a ficar mais caros em razão do aumento da demanda, já que, com o calor, os consumidores passam a dar preferência a alimentos leves. “Tem outro fator importante, que é o armazenamento. Com as altas temperaturas, é preciso tomar mais cuidado ao estocar para que eles não estraguem.”

Outro componente importante que provocou elevação de preços foram os aumentos nos combustíveis. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o óleo diesel – utilizado nos caminhões – teve variação de 15,94% no acumulado de 12 meses até outubro. Já os gastos com energia foram acrescidos em 43,5% no período. Todos esses reajustes são repassados ao consumidor final.

Benedetto salienta ainda que a variação cambial também impacta nos preços das carnes bovinas desde janeiro (que subiram de 9,3% a 16,3%) e do açúcar, que encareceu 31,9%. Isso porque, com o dólar alto, fica mais vantajoso para o empresário exportar o produto, o que provoca elevação no mercado interno.

 



Veículo: Jornal Diário do Grande ABC


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