"Sacolões" de BH lucram com venda pela internet

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Para conquistar a clientela vale entrega gratuita e fracionar embalagens

 
Ficar livre de filas, economizar tempo - e até dinheiro - e ainda receber em casa tudo o que é necessário para uma refeição saudável e equilibrada tem se tornado mais fácil para quem mora em Belo Horizonte. A opção de fazer as compras de frutas, verduras e legumes - chamado de sacolão ou feira -, em poucos cliques e sem precisar deixar o conforto do lar tem agradado os belo-horizontinos e impulsionado um novo nicho de mercado: sites exclusivos para a comercialização desses itens. Para fazer o negócio deslanchar e agradar a clientela, as apostas são as mais diversas e vão desde a entrega gratuita e com hora marcada à comodidade de embalagens individuais com alimentos prontos para serem consumidos. Por outro lado, infraestrutura mais enxuta garante, aos empresários, despesas também menores.
 
Pioneiro em Belo Horizonte, o Clube da Fruta está prestes a comemorar o aniversário de dois anos com um “menu” de causar inveja. A plataforma virtual, que surgiu como uma opção prática para a compra de frutas higienizadas, descascadas e embaladas em porções individuais, ao longo do tempo, ganhou no cardápio um delivery de legumes, verduras e até de castanhas, oleaginosas e frutas desidratadas. O próximo passo da empresa, que tem um modelo de negócios bastante específico, baseado em assinaturas mensais, é colocar no mercado linhas de sucos naturais prensados a frio (técnica que ajuda a conservar sabor e propriedades) de produtos congelados e merendas escolares nutritivas. A expectativa é de que os planos se concretizem no próximo ano.
 
Proprietário do e-commerce, Lucas Grochowski Lara Rezende revela que a aceitação do belo-horizontino foi e tem sido uma grata surpresa. Segundo ele, o Clube da Fruta contabiliza, hoje, cerca de 600 clientes, dentre pessoas físicas e jurídicas, e chega a realizar até 100 entregas por dia. O negócio foi formatado para funcionar em um modelo de planos mensais, que variam conforme a variedade e quantidade de produtos que serão recebidos em casa. Carro-chefe da empresa, os planos de frutas custam entre R$ 110 e R$ 358. Atualmente, a empresa, que mantém sede no bairro Carlos Prates, na região Noroeste, onde são feitas a triagem, limpeza e a embalagem dos produtos, conta com nove funcionários e quatro veículos para realizar as entregas programadas.
 
Segundo o empresário, a grande vantagem do serviço virtual é a economia que proporciona não só ao cliente, mas ao dono do negócio. “As despesas, hoje, são relativamente baixas, pois não preciso ter um espaço para receber o cliente. Já com os novos serviços, elas devem sim ficar mais altas, pois vou precisar adquirir máquinas”, adianta. O gasto estimado com a aquisição de equipamentos para as novas investidas, que incluem sucos e marmitas saudáveis, gira em torno de R$ 50 mil.
 
Outro que vem apostando as fichas na onda dos sacolões pela web é William Henrique Machado Santos, da Quitanda Delivery. A empresa surgiu há cerca de três anos, voltada apenas para pessoas jurídicas, mas há um mês vem investindo pesado em outra clientela. “O primeiro site que criamos era uma plataforma mais simples, que acabou não atendendo tão bem. Remodelamos o sistema e reinauguramos há quatro semanas. Agora, é totalmente focado em pessoa física”, comenta. Para reestruturar o negócio, o empresário investiu cerca de R$ 8 mil. Como o próprio nome diz, a loja virtual tem tudo o que se encontra em uma quitanda tradicional: de hortifrúti a pimentas e bolos. Os pedidos, por sua vez, variam conforme o produto, partindo de 250 gramas e o valor mínimo é R$ 35 para que a taxa de entrega seja gratuita.
 
Apesar de não alterar tanto os preços - como costumam fazer os sacolões tradicionais, balizados na safra e qualidade dos preços -, Santos garante que a margem de lucro, ainda assim, é alta. “Varia muito, já que atendo a dois públicos distintos. Com pessoa jurídica, por exemplo, ganho menos na margem, pois o preço é menor, em contrapartida, compenso no volume de compra, que na maioria das vezes é superior”, detalha. O tíquete médio da loja varia de R$ 50 (pessoa física) a R$ 100 (pessoa jurídica). Encomendas por empresas continuam sendo feitas, por e-mail e telefone.
 
William Santos também estuda agregar serviços à Quitanda Delivery. Os primeiros da lista são os alimentos processados, que chegam higienizados, descascados e picados na casa do cliente.
 
Novidades - O sucesso dos negócios da Meu Pomar Delivery, que também funciona on-line, mas tem sede física no bairro Aparecida, região Noroeste de Belo Horizonte, também tem favorecido a inclusão de novos serviços nas opções de entrega. Inaugurada há um ano e três meses, a loja virtual vende frutas prontas para o consumo - lavadas e fracionadas - e, recentemente, lançou seis receitas de saladas no pote, além de sucos congelados. Sem dar detalhes, a proprietária da loja, Mariana Ribeiro, adianta que vem novidades por aí. “Percebo que a aceitação por esse modelo de negócios ainda é muito boa. Hoje em dia, todo mundo quer ter uma vida saudável e, em função do tempo corrido, preza pela comodidade. Em breve, teremos produtos novos, como mais opções de saladas, mas ainda não posso adiantar o que é”, diz.
 
A Meu Pomar Delivery tem quatro funcionários e realiza as entregas, cobradas à parte, até 48 horas após receber o pedido. Por enquanto, apenas moradores da capital mineira são atendidos pela empresa.
 
Fonte: Jornal Diário do Comércio de Minas


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