Consumidor se rende às compras de Natal

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O fim de semana que antecede o Natal é o mais importante do ano para o varejo. Após uma primeira quinzena contida, o movimento cresceu. Os consumidores lotaram os shoppings do Grande Recife. Mas como já era aguardado, apesar do grande vai-e-vem, tinha pouca gente com sacola nas mãos. Diferentemente dos últimos anos, o valor deixado nas lojas caiu. A busca era principalmente por pequenas lembranças. Nada de grandes gastos. Prova é que, no RioMar, por exemplo, algumas das operações mais lotadas ontem eram as Lojas Americanas e as Havaianas.

O Shopping Tacaruna foi outro que também recebeu um fluxo de clientes muito maior que nas últimas semanas. Tanto que era difícil achar um lugar para sentar nas Parças de Alimentação.

A gerente da Havaianas do RioMar, Angélica Freitas, diz que a expectativa é, de 18 a 23 deste mês, bater 50% da meta de fim de ano. O objetivo, detalha, é expandir as vendas em 20% neste Natal, na comparação com o do ano passado. É uma previsão bastante robusta, levando em consideração que o segmento de shoppings espera um crescimento tímido de 5%. Angélica explica que produto de qualidade, de preço acessível e que todo mundo usa são fatores essenciais para o resultado. O consumidor, mesmo que passe a compra no cartão, consegue levar o presente sem a necessidade de recorrer ao parcelamento.

De sacolas nas mãos, a família de Thaiane Lopes foi ao shopping somente para se presentear com roupas para o fim de ano. “Até o presente para o namorado foi menor neste ano”, brinca a gestora financeira. Funcionária do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Bens e Serviços do Recife (Sindilojas Recife), ela atesta que o volume de vendas caiu, o cliente pechinchou bastante e recorreu a promoções. Até o volume de contribuições sindicais caiu na entidade. “E as pessoas não estão usando o 13º para fazer compras, não”, atesta. O dinheiro está sendo mais usado para quitar dívidas ou fazer alguma reserva para o ano que se inicia.

Quem conseguiu fazer compras de uma maneira mais folgada – e, mesmo assim, gastando menos que em anos anteriores – é quem tem emprego fixo e um orçamento mais livre, sem muitos gastos familiares. A professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Yana Batista é um exemplo. Solteira e sem filhos, balanceou as compras e conseguiu levar para casa o que pretendia comprar. Porém, ela detalha que, neste ano, o amigo secreto com as amigas envolveu presentes de R$ 30, R$ 40, valor abaixo do que vinha gastando com os presentes nos últimos anos.

 



Veículo: Jornal do Commercio - PE


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