Exportação de alimentos para cães e gatos ganha força

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SÃO PAULO - Enquanto parte da indústria sofre com a perda de competitividade no exterior e o crescimento das importações, os fabricantes de produtos para pet (cães e gatos) projetam um aumento de 22,3% nas exportações em 2014, sendo que 99% dos embarques são de rações para cachorros e felinos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Para aproveitar essa expansão, empresas como Nicoluzzi Rações e Total Alimentos apostam forte na entrada em novos países. Em cinco anos, as vendas ao exterior devem responder por até 30% da produção e 20% do faturamento anual delas, respectivamente.

Em 2013, as vendas dessa indústria para o mercado externo somaram US$ 231,9 milhões, e neste ano, elas podem chegar a US$ 283,5 milhões, de acordo com estimativas da Abinpet.

"As exportações de ração para cães e gatos vêm ganhando força com o projeto Pet Brasil, realizado em parceria com a Apex-Brasil [um órgão vinculado ao governo federal], criado para auxiliar as empresas nacionais interessadas no mercado externo", explica o presidente executivo da Abinpet, José Edson Galvão de França, em entrevista ao DCI. Atualmente, os alimentos produzidos no Brasil são exportados para mais de 86 países, englobando o continente americano, europeu e asiático.

"Somos um grande produtor de grãos e de proteínas animais. É o nosso diferencial. Oferecemos uma garantia de abastecimento melhor", complementa França.

Segundo o executivo, o Brasil é o segundo maior mercado de produtos para pets no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com um faturamento de R$ 15,2 bilhões - incluindo as categorias de alimentos, medicamentos, acessórios e higiene e beleza.

Expectativas

A catarinense Nicoluzzi Rações, que também industrializa farinha de peixe e farinha de cascas de camarão, começou a exportar alimentos para cães e gatos no ano passado. Na ocasião, foram exportadas 100 toneladas, o que contribuiu para terminar o ano com faturamento total de US$ 70 mil, segundo o gerente de exportação da Nicoluzzi, Alfredo Pinto.

"Esperamos um crescimento de 2,8% das vendas brutas para o exterior neste ano, chegando aos US$ 72 mil", afirma Pinto. A ideia é expandir sua atuação para novos mercados na África, América do Sul e Oriente Médio. Atualmente, a companhia atende três países: Paraguai, Suriname e Gana. "São nações com as quais temos mais afinidades, portanto, decidimos iniciar as exportações por eles".

Para expandir o seu quadro de clientes, a Nicoluzzi pretende ampliar a participação em feiras internacionais. "Nós queremos faturar US$ 200 mil em vendas ao exterior até 2015", diz. Dentro de cinco anos, essas exportações de rações para cães e gatos deverão representar 30% da produção anual da Nicoluzzi Rações.

A fabricante de alimentos para animais do campo, de criação e domésticos Total Alimentos, aposta em um aumento de 10% no faturamento com as vendas ao exterior dentro de cinco anos.

"As exportações representam 10% do faturamento da empresa, mas podemos crescer mais. Em cinco anos, as vendas ao exterior poderão responder por 20% do faturamento", afirma o diretor de operações da Total Alimentos, Anderson Duarte. Os alimentos para animais de campo e criação também estão inclusos nessa projeção, pois a companhia não separa os números de cada setor. Atualmente, ela exporta para mais de 40 países, e apenas no ano passado, o faturamento total chegou aos R$ 450 milhões.




Veículo: DCI


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