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Cerveja ao gosto e aos olhos do freguês 15/05/2018 17:35:49

 


O consumo de cerveja, no Brasil, passa por um interessante e bem-vindo processo de amadurecimento. O brasileiro está ampliando o seu conhecimento sobre a bebida, ao mesmo tempo que as gôndolas dos supermercados estão se tornando verdadeiras adegas. O resultado desta equação é muito vantajoso para o varejo, porém, ela também traz desafios, uma vez que a gestão e a exposição da categoria tornam-se mais complexas e estratégicas.


“Quando se fala em exposição de cerveja, uma das alternativas adotadas pelo varejo é montar um layout por marca, ou seja, por fabricante. Outra possibilidade é a exposição por tipo de cerveja, criando blocos de cada opção vendida pela loja”, explica o consultor e sommelier de cervejas da Votus, Heraldo Henrique da Silva.


O especialista conta que, a pedido de uma grande rede varejista [cuja identidade preferiu não revelar], ele realizou uma experiência-piloto de exposição por estilo de cervejas em uma das lojas localizada em São Paulo, em fevereiro de 2017. A experiência foi tão positiva que foi repetida, em novembro, em uma segunda loja e a previsão é que ela se dissemine por outras unidades, ainda no primeiro semestre de 2018. “Houve aumento de vendas e ausência de produtos vencidos”, revela.


Uma terceira opção apontada por Silva, que pode ser encontrada no varejo brasileiro e que pode facilitar a decisão de compra do shopper, é o agrupamento de cervejas nas gôndolas por país de origem, a exemplo do que acontece com a categoria de vinhos. Mas, independentemente do modelo de exposição praticado, a palavra de ordem é não deixar faltar produto na gôndola para não perder vendas.


“Pesquisas revelam que 35% dos consumidores que não acham a cerveja que desejam se dirigem a outra. O amadurecimento do consumo cervejeiro no Brasil também está fomentando novas formas de comprar a bebida. Uma delas é por meio do growler, um recipiente de vidro, cerâmica ou alumínio, muito utilizado nos Estados Unidos, que tem a capacidade para armazenar e transportar, em média, dois litros de cerveja ou chope por cerca de sete dias na geladeira.


Uma vez aberto, no entanto, o ideal é que o consumo aconteça em até 48 horas.

Desde a origem, o growler está associado à ideia de conveniência. Segundo sites especializados no tema, sua invenção data do fim do século 19, atribuída à antiga cervejaria Otto Brothers Brewery, no estado norte-americano de Idaho que, nos dias atuais, se tornou a Wildlife Brewing. 


A ideia era garantir que os trabalhadores, ao chegar em casa, pudessem consumir sua cerveja preferida de modo prático e econômico. No Brasil, a novidade já está presente no autosserviço. Por meio de uma parceria com a cervejaria mineira Wäls, que desde 2015 pertence à Ambev, a rede varejista Verdemar inaugurou, em maio de 2016, sua primeira growler station. Atualmente, duas unidades em Belo Horizonte (MG) oferecem o serviço: Verdemar Sion e Verdemar Buritis. Nesses locais, os consumidores podem abastecer seus growlers com dez opções de chope.


“A ideia foi buscar um diferencial e oferecer mais uma comodidade para nossos clientes. Especialmente em datas comemorativas e quando há jogos de futebol, procuramos fomentar as vendas a partir de promoções anunciadas em nossos tabloides. O preço do litro do chope varia de R$ 19 a R$ 24”, afirma o comprador da rede Verdemar, Adão Alvez Luiz.


Para o diretor da cervejaria Wäls, Hugo Moraes Rodrigues da Silva, oferecer uma growler station no ponto de venda é uma diferenciação que traz vantagens tanto para o estabelecimento, como geração de tráfego e possibilidade de aumento de tíquete-médio, quanto para o fornecedor. “É uma oportunidade para ativação da nossa marca. Muitas vezes, é a porta de entrada. Ao provar nosso chope, o consumidor passa a adquirir outros produtos, como as nossas cervejas.”


loja para buscar o que procuram. Daí a importância de planejar o sortimento, mas, sobretudo, de expor corretamente os produtos. A alocação correta dos itens deve ter como critério o giro de mercadoria, a fim de dimensionar, adequadamente, o espaço em gôndola e a área de estoque”, alerta o vice-presidente de Operações da NeoGrid, Robson Munhoz.


Já para o diretor da Consultoria Inteligência 360, Olegário Araújo, a palavra-chave é diferenciação, uma vez que praticamente todo supermercadista vende cerveja. “Uma tendência que está muito forte no varejo dos Estados Unidos é o fornecimento de informações sobre o produto tais como origem, características, etc.


No caso da cerveja, é interessante dar dicas de harmonização com alimentos. Outro movimento que ganha força é a valorização de marcas e produtos regionais e artesanais. Portanto, comunicar isso para o shopper é fundamental”, destaca.

De acordo com o consultor, apesar de muitos consumidores valorizarem promoções, especialmente em momentos de queda na renda, a cerveja é uma categoria ligada à indulgência.


 Portanto, ela carrega esse tipo de oportunidade para ser explorada. “O varejo tem um papel importantíssimo no sentido de não trabalhar apenas preço, mas conveniência e conteúdo para oferecer ao seu cliente aquele algo mais.” E acrescenta: “O varejista precisa conhecer seu público. É totalmente possível combinar duas estratégias, ou seja, preço e conveniência. 


Mas, no caso das promoções, elas precisam ser muito bem planejadas para, de fato, beneficiar e não prejudicar o negócio. É muito ruim para a imagem do supermercado atrair o consumidor, mas não ter o produto. Da mesma forma, é preciso calcular bem os valores a fim de não sacrificar muito as margens.” Araújo ressalta, ainda, a necessidade de oferecer ao shopper o que chama de solução completa para a

categoria e não simplesmente produto e preço. “A categoria de cervejas ainda é muito sazonal e dependente do verão. 


Por que não mudar isso? A Copa do Mundo é um excelente chamariz, por exemplo, para alterar essa cultura e estimular o consumidor a experimentar rótulos mais encorpados que harmonizam com o inverno, um momento propício para esse tipo da bebida. O importante é se planejar.”


Leia a matéria na íntegra na edição de Abril 2018 da Revista SuperHiper 



 

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