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Para estar BEM NA FOTO e na casa do seu cliente


Escolher um ângulo diferente, o do consumidor, promete fazer diferença para
resultados do varejo e seus parceiros em 2015.


Estar atento aos detalhes, estabelecer proximidade, capturar sentimentos e, sobretudo, escolher um ângulo diferente. Estas são dicas válidas para que o autosserviço e seus parceiros também saiam bem na foto e alcancem resultados positivos em 2015. Ano, que vem sendo retratado como cinzento para a economia e para os negócios brasileiros. Realmente, os indicadores relativos à inflação, desempenho industrial e geração de emprego, renda e riqueza perderam o brilho, mas o País continua a ter um imenso mercado consumidor.


Assim, um ajuste de foco, que privilegie o cliente e não o cenário, promete lançar uma nova luz sobre a indústria e o varejo. Nessa direção, mais importante do que simplesmente monitorar dados e projeções, de acordo com a última Análise do instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) o setor deverá enfrentar uma crise nos moldes da vivenciada em 2009. Por isso nunca é demais lembrar que é preciso estar atento às oportunidades e conhecer quais são as tendências de consumo.


Elaborado pela Mintel (fornecedora global de inteligência de mídia, consumidor e produto), o Estudo Tendências de Consumo 2015, identificou quatro frentes promissoras para os negócios, que trazem dicas para o supermercadista e seus parceiros. São elas: gênero, busca pela felicidade, luta por direitos e conexão em expansão. 


GÊNERO


Especificamente no Brasil, muitas mulheres estão adiando a maternidade e tendo menos filhos. Além disso, a participação delas no mercado de trabalho é cada vez maior. São comportamentos que influenciam diretamente o desempenho das cestas de alimentos, bazar, bebidas, higiene e beleza, refrigerados e material de limpeza.


Os dados mostram mudanças no comportamento do consumidor, especialmente, em relação à divisão de tarefas domésticas e busca pelo equilíbrio entre vida profissional e  pessoal.


Embora os homens e as mulheres gastem quase o mesmo tempo no trabalho, em locomoção e em atividades de lazer, elas passam, em média, três horas fazendo tarefas de casa diariamente enquanto eles destinam 1,6 hora para esse tipo de atividade. Uma das tarefas que mais demanda tempo delas é cozinhar para a família: 31% das mães estão comprando mais alimentos convenientes e 26% estão pedindo comida em casa, com mais frequência. Atender a essas mulheres sobrecarregadas representa uma oportunidade para fabricantes de alimentos e bebidas e também para o varejo. 


Paralelamente, as empresas também poderiam direcionar ações de marketing para o universo formado por 60% das mães brasileiras, que buscam ofertas especiais, descontos e cupons. No caso deles, embora colaborem menos com os afazeres domésticos, ajudar na limpeza da casa e ser um bom pai estão entre os atributos do homem ideal, que cuida mais da aparência e se importa menos com estereótipos.


 

BEM-ESTAR 


A análise detectou que grande parte dos brasileiros de classe média, de 2010 a 2013 passou a ter acesso e gastar mais com produtos e serviços até então fora de alcance, e deseja dar continuidade a esse novo padrão de vida, adquirindo soluções, principalmente, para elevar o humor. Portanto, o bemestar emocional está se tornando um pilar importante do consumo. O comportamento do shopper vai desde compartilhar sentimentos e momentos felizes no Facebook à compra de um produto de cuidado pessoal, que promete trazer benefícios.


As companhias que adotarem um papel ativo no apoio aos consumidores em sua busca pela felicidade, provavelmente, vão colher recompensas. Isso pode significar desde a criação de produtos, que proporcionem um tratamento prazeroso, promovam um clima jovial ou criem uma atmosfera relaxante. Por exemplo, as empresas  poderiam desenvolver alimentos, bebidas, meios de comunicação e produtos de cuidados pessoais, que ofereçam melhorias no humor ou entretenimento.


ATIVISMO


Na leitura da Mintel, a crescente consciência dos direitos dos clientes faz com que eles cobrem mais igualdade, justiça e transparência das empresas. Atualmente, é crescente o número de consumidores que exigem mais detalhes sobre ingredientes em alimentos, bebidas e produtos de beleza. E estabelecer um canal de comunicação permanente com os clientes é fundamental, uma vez que eles querem cada vez mais participar do processo.


Ou seja, o shopper deseja ser ouvido e fazer com que sua voz repercuta. O estudo destaca que as empresas precisam estar atentas ao chamado “cliqueativismo”. A capacidade de assinar petições online, assistir a um vídeo viral ou curtir uma causa oferece às pessoas a sensação de que elas têm o poder de engajamento. Por exemplo, 77% dos consumidores brasileiros de refrigerantes pagariam mais por uma marca que fosse sustentável.


CONECTE-SE  


É importante ainda destacar a expansão de consumidores que utilizam aplicativos, smartphones e aparelhos portáteis devido ao conforto e praticidade, que oferecem no dia a dia e na hora das compras. Alguns dispositivos inteligentes podem ajudar os clientes a rastrear a chegada de compras online. A pesquisa prevê que a tecnologia para vestir ganhará terreno. Nos Estados Unidos, 22% dos consumidores afirmam ter comprado um aparelho como um smartwatch. Ao mesmo tempo, itens inteligentes para casa prometem ir além do conceito de utilitários econômicos e abranger ambiente e decoração, por exemplo, o sistema de iluminação Philips ‘Hue’ LED, que permite o controle da luz por meio de um smartphone ou tablet. Ou seja, as oportunidades existem. Basta enxergá-las.