Líderes de Vendas
A pesquisa Líderes de Vendas é um importante instrumento de consulta para o setor supermercadista. A partir dela é possível saber quais são as cinco primeiras marcas que mais faturam no ponto de venda no País e por regiões.
Depois de um 2009 de crescimento tímido, a pesquisa Líderes de Vendas, estudo publicado há 12 anos por SuperHiper e fruto de parceria com a Nielsen, traz percentuais relativos a 2010 para lá de expressivos. Se no estudo anterior apenas uma cesta de produtos auditados não apresentou incremento, neste ano não houve exceção: todas as oito cestas cresceram. Bom para o setor e para os seus parceiros, sobretudo os líderes de vendas no autosserviço.
A característica mais flagrante dos números deste ano foi a expansão mais representativa no volume de vendas que no faturamento. Enquanto o volume cresceu 6,7%, contra 2,2% do ano anterior, o faturamento — deflacionado pelo IPCA, de 5,04% em 2010 — teve incremento de 5,1%, contra 3,8% de 2009. Embora atrás do volume, a receita, como se vê, não tem do que reclamar. Ainda assim, o que se depreende com clareza desses números é que os preços caíram. No total de cestas, a queda foi de 1,4%, mas em algumas, especificamente, o declínio foi bem mais acentuado, caso da mercearia salgada, cujas categorias somadas perderam 5% de valor de venda, em média; da cesta de limpeza, com queda de 3,2%, e dos perecíveis, cujos preços médios recuaram 3%.
Os percentuais explicam, em dada medida, a oscilação vivida pela economia neste ano, 2011, quando preços de itens de alto giro nos supermercados sofrem forte pressão de alta, caso das carnes e de outros perecíveis.
Mas em 2010 não foi assim. Ao contrário, os preços caíram, na média, e, numa economia aquecida como a brasileira, em que contingente grande de pessoas é anualmente integrado ao mercado de consumo e outro tanto experimenta crescimento expressivo de renda, saindo da pobreza para engrossar o estrato intermediário da pirâmide socioeconômica, qualquer declínio nos preços de produtos — nem sempre básicos — é estímulo e tanto para pôr números positivos no percentual do volume vendido.
A principal razão para a queda nos preços foi, possivelmente, o fortalecimento do mercado interno como principal destino da produção nacional. Com as economias desenvolvidas ainda em crise, e em 2010 a crise era mais contundente do que é hoje para eles, o jeito foi centrar esforços para ganhar nossos consumidores e, uma das armas utilizadas, naturalmente, foi a redução dos preços. A velha tática de ganhar o consumidor pelo bolso.
