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Análises regionais apresentam leve redução de concentração de ganhos 

Análises que levam em conta os ganhos por localização de lojas apontam mudanças na distribuição dos faturamentos 

Que o setor supermercadista brasileiro é pulverizado e que ainda tem potencial de expansão e oportunidades em muitas áreas, principalmente pelo momento econômico do País, com melhoria de renda da população, isso não se discute.  

É nesta parte das análises do Ranking que são mostrados onde estão alocados os  faturamentos das empresas supermercadistas, e aqui é possível verificar que estados estão se destacando e onde há oportunidades para o segmento, de acordo com as 500 respondentes da pesquisa. São lançados nesta etapa os faturamentos locais de cada loja. O fato é que o País, com suas dimensões, tem características muito peculiares que se alteram de região para região e até de estado para estado. Muitas mudanças ocorrem pelos investimentos das redes com crescimento orgânico, abertura de lojas, e também pela influência de novas participantes no estudo. 

A começar por São Paulo, na distribuição do faturamento das 500 empresas, o estado continua com a maior parcela do total informado, 35,4%, porém, teve redução de 0,7 ponto percentual em relação ao ano anterior. Quem ganhou em participação foi o Estado do Rio de Janeiro, 0,8 ponto percentual, subindo para 10,6%. Além de importantes operações como Prezunic, Zona Sul, Intercontinental e diversas outras, teve entrada de novas integrantes como a 49a colocada, ou seja, o Mercado Torre de Jacarepaguá. Na sequência, Minas Gerais e Rio Grande do Sul trocaram os postos. Muito por influência dos bons resultados de empresas como Supermercados BH (11o coloca do), Multi Formato (20a do Ranking) só para citar algumas, e pela grande participação de empresas espalhadas pelo estado, Minas Gerais assumiu a terceira colocação, com 9% do total, com aumento de 1,9 ponto percentual na participação.  

Isto não quer dizer que o Rio Grande do Sul tenha perdido mercado, as operações sulistas tiveram resultados acima da média, principalmente as empresas classificadas entre as 50 maiores, além de operações locais no interior do estado. Tecnicamente, o estado ficou empatado com o Paraná com 6,9% de participação cada um. 

Os Estados da Bahia, Santa Catarina, Pernambuco, Distrito Federal e Goiás permaneceram nas mesmas colocações do Ranking anterior. Já Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul trocaram os postos, ficando como 13o e 14o colocados. Espírito Santo também ganhou participação na distribuição do bolo. Maranhão, com a participação pela primeira vez do Supermercado Maciel, subiu da 23a para a 21a colocação. Acre e Tocantins também ampliaram seus percentuais. Por não terem informantes nesta edição do Ranking, tanto Amazonas quanto Roraima não mostram sua representatividade.

 

Atuação regional 

Na distribuição por região geográfica, Sudeste segue na liderança, 55,8% dos valores informados são obtidos nesta região, montante de R$ 89,9 bilhões. Em número de lojas, os quatro estados juntos (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo) somam 2.973 unidades, segundo as 500 maiores redes que informaram ao Ranking. Os desempenhos locais dos estados já mencionados fizeram com que a região ampliasse a participação em 1,7 ponto percentual. 

A representatividade ampliada da Região Sudeste advém da redução da participação da Região Sul no bolo, que em 2011 ficou em 16,9%, 2,4 pontos percentuais a menos que o ano anterior. Os ganhos das declarantes dessa região foram de R$ 27,3 bilhões. Já as operações do Norte/Nordeste mantiveram representatividade de 19,7%. Por lá foram informados ganhos de R$ 31,7 bilhões, com 17,5% das lojas do grupo declarante. E por fi m, quem amplia representatividade é a Região Centro- Oeste. Em 2011, respondeu por 7,6% das vendas das participantes do Ranking, o que significa R$ 12,2 bilhões ante R$ 10,4 bilhões do ano anterior.

 

 

Veículo: Revista SuperHiper abril de 2012