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Sempre adiante, apesar dos desafios



O autosserviço brasileiro voltou a crescer em 2018, como revelam os números do estudo Estrutura do Varejo, realizado pela Nielsen, que tradicionalmente abre o Ranking Abras/SuperHiper. Nesta edição, a propósito, a referida pesquisa chega ao seu 42o ano, consolidada como o retrato oficial do autosserviço brasileiro.


No ano passado, o setor obteve um incremento de receita de R$ 2,5 bilhões, alcançando o montante de R$ 355,7 bilhões de faturamento, frente os R$ 353,2 bilhões registrados em 2017. Este passo corresponde a um crescimento nominal de 0,7% sobre o período anterior. O resultado registrado em 2018 pelo setor representa 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB).


Considerando o índice de faturamento do setor (veja gráfico), é possível notar que o autosserviço se manteve relativamente próximo ao seu melhor desempenho na série histórica. Tendo 1990 como ano-base/100, o índice mostra que, em 2018, o setor registrou 200 pontos. “A retomada do consumo não aconteceu como gostaríamos em 2018”, observa o presidente da Abras, João Sanzovo Neto. “Começamos o ano bem, mas no final do primeiro semestre fomos surpreendidos por uma paralisação nacional dos caminhoneiros, que prejudicou o abastecimento do setor supermercadista e de outros setores e impactou fortemente nos resultados da economia do País.


O ano também foi de eleição e as incertezas políticas refletem na confiança do consumidor que já seguia mantendo padrões de consumo da época de crise, pesquisando mais antes de comprar, utilizando vários canais de compra e priorizando mais itens de primeira necessidade. Aliada a esses fatores, a taxa de desemprego seguiu elevada.” No que tange à geração de empregos, os supermercados são, reconhecidamente, um dos maiores empregadores do País e, no ano passado, o setor manteve um quadro profissional composto por 1.853.122 funcionários, alta de 1,7% sobre o ano anterior. Este crescimento percentual é o maior desde 2016, quando o setor voltou a registrar resultado positivo neste indicador.


Saldos positivos


Em 2018, o setor supermercadista apresentou crescimento, em sua área de vendas, de 1,2%, chegando a 22,2 milhões de metros quadrados. Já na quantidade de lojas operadas, o saldo positivo ficou em 0,3%, uma vez que o setor passou de 89.368 para 89.673 unidades. Vale observar que, neste estudo, não estão contemplados os atacarejos, um dos formatos que mais crescem no País, o que torna os dados sobre expansão da área de vendas e número de lojas ainda mais representativos, pois revelam que outros formatos supermercadistas estão expandindo suas áreas de vendas por meio de aberturas de lojas.


Conveniente observar, ainda, que a quantidade de check-outs em operação nas lojas do setor também cresceu, em contraponto ao movimento observado no estudo anterior em que este indicador retrocedeu, justificado pela considerável abertura de pequenas lojas e do movimento de conversão de hipermercados em lojas de atacarejos. Até o final de 2018, o setor contabilizava 227.634 caixas, o que significa um aumento de 1,8% neste indicador. Pode-se considerar, portanto, que os empresários supermercadistas apostaram em lojas de maior porte no ano passado.


Lojas do setor


Das 89,7 mil lojas em operação, 38,3 mil unidades são supermercados com dois ou mais check-outs. Este grupo possui um expressivo peso na receita do setor e, conjuntamente, respondeu por 92,9% do faturamento registrado em 2018. Já as mercearias e lojas de conveniência (varejo tradicional), estabelecimentos que, geralmente, têm apenas um check-out, respondem por 7,1% da receita do setor. Este dado é 0,2 ponto percentual inferior ao dado do último estudo, o que o fez retornar ao patamar de 2016.


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