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Top 300 indica as tendências

 

 

O faturamento das 300 maiores empresas participantes do Ranking Abras/SuperHiper no ano passado atingiu a casa dos R$ 271.494 bilhões, registrando alta real de 1,3% e nominal de 4,8% sobre a receita movimentada em 2016. A boa notícia chega após a queda registrada no último biênio. 


O estudo aponta, ainda, que o time das 20 maiores faturou R$ 187.476, com alta real de 0,6%, e, no das 280 outras, a alta real chegou aos 2,8%. A tendência de uma estratégia voltada aos formatos de vizinhança e de atacarejo continua em alta, apoiada pela grande valorização de conveniência e preço por parte dos consumidores.


Em 2017, o grupo das 300 registrou aumento na quantidade de lojas e, consequentemente, em área de venda, mas o estudo mostra queda na quantidade de funcionários e de checkout por lojas. Com menos check-outs, há mais lojas em operação com um menor número de funcionários, o que comprovam os números sobre a realidade que o setor vem experimentando.


Números da eficiência

Acertar os passos, faturar mais gastando menos e contar com uma operação mais enxuta depende de uma gestão eficiente, que, cada vez mais, em razão da crescente concorrência, é necessária, seja qual for a situação da economia. No que se refere a três importantes índices de eficiência monitorados pelo Ranking Abras/SuperHiper, o estudo aponta que as 300 maiores estão no caminho certo.


Com relação ao faturamento médio por funcionário, o crescimento do grupo, em 2017, foi de 3,9%, passando de R$ 338,4 mil para R$ 351,8 mil. Neste quesito, o maior progresso foi verificado entre as empresas ranqueadas da 201a à 300a posição, que avançaram 6,2%, ao faturarem R$ 293,2 mil por funcionário. O subgrupo de empresas que estão entre a 21a à 50a posição foi o único que registrou queda de 0,9%.


No faturamento por check-out, o crescimento percentual das 300 praticamente dobrou, chegando aos 5,1%, se comparado aos 10,7% registrados no ano anterior. Enquanto a receita média, em 2016, foi de R$ 3 milhões, no ano passado, o indicador saltou para R$ 3,15 milhões. O destaque desta análise ficou por conta do grupo de empresas entre a 1a e 5a posição, com alta de 22,2%.


As empresas posicionadas entre 11a e a 20a posição registraram queda de 3,8% nesse quesito e, para as que estão entre a 101a e 200a, a queda registrada foi de 0,6%. Com relação ao faturamento por metro quadrado, o Ranking identificou queda de 0,7%, indo de R$ 25,2 mil, em 2016, para R$ 25 mil em 2017. Registraram queda neste índice, puxando para baixo os números de todo o grupo, as empresas posicionadas entre a 1ª e a 5ª colocação e a 11ª e a 20ª, com retração, respectivamente, de 4,6% e 12,1%.


Porém, houve exceção entre as 300. As empresas posicionadas entre o 201º e o 300º lugar tiveram crescimento de 7,2% no faturamento por metro quadrado. Desse grupo de empresas, com resultado positivo, é possível destacar o Supermercado Ponto Novo Iguaçu, com duas lojas, que faturou R$ 25 mil por metro quadrado.


Dados físicos

As instalações físicas das 300 maiores empresas do setor mostram que o número de lojas operadas por este grupo cresceu 5,03%, em 2017. Essa alta foi puxada pelas 20 maiores, que ofereceram 5,38% mais estabelecimentos ao público. As 280 outras também registraram alta de 4,24% neste indicador. O aumento da oferta de lojas contribuiu para o crescimento de 7,6% da área total de vendas operada pelas top 300, que passou de 10 milhões de m2 para 10,8 milhões de m2. Outra alta, de 2,5%, é observada na relação da área de vendas por loja, que passou de 1,36 mil m2 para 1,39 mil m2. 


O subgrupo das 20 maiores também registrou crescimento nestes indicadores.

A área de venda por check-out também evoluiu, com alta de 11,04%, revelando redução na quantidade de caixas por loja, outro sintoma da busca por redução de custo e maior eficiência. Já o total de check-outs disponibilizados pelas 300 maiores sofreu queda de 3,05%%, não acompanhando o aumento no número de lojas. Estes dados, portanto, reforçam o impacto da pulverização das lojas de vizinhança e dos atacarejos, que operam menos caixas.

 

 

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