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Redes e Associações 

Em sua 11ª edição, o estudo Ranking de Redes e Associações mostra o vigor desse método de gestão, que faz com que pequenas e médias empresas acompanhem o desempenho do autosserviço 

Por Marlucy Lukianocenko 

O ano de 2010 foi bom para as redes de negócios, assim como para o autosserviço em geral. Elas sentiram a melhoria do poder aquisitivo da população e avançaram de forma estratégica. Dentro das expectativas, as empresas que se mantiveram associadas registraram movimentações bastante interessantes e muitas delas sinalizaram amadurecimento e enfrentaram muitas adversidades. “A cada ano aumentam unidades de negócios focadas e profissionalizadas”, destacou o presidente da Abras, Sussumu Honda. 

À primeira vista o 11º Ranking de Redes e Associações de Negócios, realizado pela Abras em parceria com a Kantar WorldPanel, traz exemplos claros de empresas que se readequaram aos processos, permaneceram unidas, enfrentaram diferenças culturais e de gestão em prol do crescimento em conjunto. 

É fato que os principais problemas e desafios enfrentados não se alteraram, alguns ganharam ou perderam importância, mas estão focados principalmente em driblar a concorrência acirrada, as questões de bitributação ou em fazer as reestruturações internas necessárias. Não à toa, são comuns as saídas de empresas em cada uma das redes, geralmente causadas por problemas de adequação. Porém, a maioria é composta por exemplos bem sucedidos, como será mostrado no decorrer deste estudo. Hoje as redes avançam nos diálogos com os grandes fornecedores e se fortalecem como alternativa para cada associada realizar ações que, sozinhas, seriam quase impossíveis. 

Em geral, as redes de negócios estão espalhadas por todo o País, somam 130 instituições de pequenos e médios supermercados, que em 2010 faturaram R$ 23,48 bilhões, o que indica crescimento no faturamento nominal de 11,34% e variação real de 5,99% (quando deflacionada pela média anual do IPCA). Vale lembrar que o critério para consolidar os dados é projetado com base na taxa de crescimento das “mesmas empresas” do Ranking 2010em relação à base do Ranking 2009 (veja critérios e metodologia).  

 

 

Hipoteticamente, se este grupo fosse uma única empresa estaria no páreo pela terceira posição, no mesmo patamar da operação brasileira da rede Walmart. Isso sem contar com os formatos ligados ao setor atacadista (caso da Rede Smart, ligada ao Grupo Martins) ou formada por lideranças regionais do País, como a Rede Brasil. Ambas têm seus dados declarados neste Ranking, mas são analisadas isoladamente por conta da gestão diferenciada.

 

 

Dados Físicos

Uma das principais constatações nas análises deste ano, lembra a diretora de retail & shopper insights da Kantar WorldPanel, Fátima Merlin, é a composição das redes com lojas de menor porte. O que é comprovado pelos números, pois enquanto a quantidade de lojas associadas cresceu 13,6%, a área de vendas registrou recuo de 1,57%. “Quando verificamos os índices de produtividade do setor, a metragem por loja associada ficou em 541 m2, em média. É um dado que aponta redução de 13,3% no indicador em 2010, quando comparado com o ano anterior”, afirma.

 

 

Por outro lado, o número de check-outs cresceu 2,32% no período, chegando a 20,367 mil unidades. Com toda essa movimentação do grupo total de redes, alguns índices de eficiência do setor foram melhores. O faturamento por metro quadrado foi 13% maior. Em 2010 esse índice tinha sido de R$ 10,796 mil, em média. Por check-out, os ganhos médios foram de R$ 1,153 milhão. Só no faturamento por loja houve leve queda, de 2%, explicada pelo maior número de unidades.

 

Para saber mais, continue lendo a entrevista na revista SuperHiper edição de outubro 2011.

 

Veículo: Revista SuperHiper  setembro de 2011