Cory planeja crescer 10% em 2016

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A fabricante brasileira Cory, dona das balas Icekiss, planeja crescimento de 10% para 2016. A empresa aposta em produtos de maior valor agregado e aumento da capilaridade para ganhar mercado.

"O consumidor que busca qualidade vai continuar comprando nosso produto mesmo na crise. Por isso, vamos manter o foco em valor agregado", afirmou ao DCI o gerente de marketing da Cory, Ricardo Fernandes.

A empresa 100% brasileira atua no segmento de biscoitos, fabricados em Ribeirão Preto (SP), e balas, cuja produção está localizada na cidade de Arceburgo (MG).

Fernandes conta que a Cory opera muito próxima da capacidade instalada de 40 mil toneladas anuais. "No primeiro trimestre, acumulamos um crescimento em torno de 10% sobre o mesmo período do ano passado."

O desempenho da companhia ocorre mesmo com o significativo aumento de custos na cadeia. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), o setor está gastando até 20% mais para produzir.

De acordo com a entidade, todas as matérias-primas subiram - inclusive energia - e as que causaram maior impacto no negócio de balas foram o açúcar e a glucose.

Fernandes pondera que, mesmo diante do forte aumento de custos dos insumos, a Cory tem conseguido reajustar preços. "Repassamos parte dos custos, mas também buscamos aumento da produtividade", acrescenta.

Apesar da ampla atuação no Sudeste, ele afirma que a Cory consegue abranger todo o País - que possui um grande potencial. O Brasil está entre os maiores mercados, conforme dados da Abicab. Em 2015 as vendas de balas e confeitos somaram 353 mil toneladas.

A empresa deve atacar microrregiões em que a competição ainda é pequena. "Além de reforçar nossa presença no Sudeste, vamos buscar localidades com poucos players", diz.

O executivo salienta que este é o momento oportuno para investir e ganhar participação de mercado. "No primeiro trimestre deste ano, dobramos o aporte em relação ao mesmo período de 2015."

Ele conta que boa parte do investimento foi destinado a campanhas de divulgação do produto principalmente junto a blogueiros. "Nosso público é formado principalmente por jovens e os blogs têm grande influência para disseminar os produtos da companhia."

Exportações

A Cory exporta para quatro continentes (exceto Oceania) e a meta da empresa é ampliar as vendas ao exterior. "Apesar da valorização do dólar prejudicar os custos de produção, conseguimos exportar com preços melhores", pontua o gerente da empresa.

Fernandes revela ainda que a Cory manterá o foco em produtos que a empresa tem uma boa performance. "Até o ano passado, fazíamos ovos de Páscoa. Mas decidimos que não iríamos fazer mais porque não somos uma empresa de chocolates na essência, apesar de termos produtos com o insumo", explica o executivo.

Na visão dele, o ano será muito difícil. "O Brasil não vai crescer, mas as empresas vão buscar rentabilidade. Vamos apostar em novos lançamentos, com valor agregado e que nos tragam margem e market share", aposta.

 



Veículo: Jornal DCI


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