Distribuidora de resinas compra fundo da Braskem e prevê crescer até 42%

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O mercado de plásticos tem dado bons motivos para a Activas, distribuidora de resinas termoplásticas, comemorar e esperar um retorno robusto para o próximo ano. A empresa anunciou ontem a compra do Fundo de Comércio da Unipar Comercial da petroquímica Braskem.

 

A aquisição transfere à Activas a carteira de clientes do fundo de negócios e dá à empresa vistas a liderar o mercado nacional de distribuição de resinas termoplásticas. "Com esta negociação, conseguiremos antecipar os resultados de 2012 já no ano que vem", afirma Laercio Gonçalves, presidente da Activas. "Este mercado é muito dinâmico e o setor petroquímico fez muitos avanços nos últimos anos, o que facilita um rápido crescimento."

 

A empresa liderada por Gonçalves - que faturou R$ 360 milhões em 2009 - superou os investimentos de R$ 7 milhões previstos para este ano, mas a compra do Fundo, feita com capital próprio, não entrou nesta conta. Na verdade, em função de uma cláusula de sigilo no contrato firmado com a Braskem, o valor da negociação não pode ser revelado. O retorno do investimento na aquisição, segundo Gonçalves, deve ser obtido apenas com o excedente produzido pela nova carteira de clientes, em cerca de um ano e meio.

 

O aumento esperado na produção da Activas, de 70 mil toneladas ao ano para 103 mil, deve produzir um aumento de 42% no faturamento da empresa para o próximo ano. A projeção antes do fechamento do negócio era de 5%. Em número de clientes, devem ser incorporados 700 novos registros à carteira de 5 mil clientes já existentes da empresa.

 

O mercado nacional consumidor de resinas termoplásticas é composto por cerca de 11 mil empresas. Destas, as 2,5 mil maiores são atendidas diretamente pelas petroquímicas. As demais empresas, de menor porte, são atendidas por distribuidoras como a Activas, que é uma das principais do setor.

 

Internacionalização

 

"O próximo passo deve ser a internacionalização da empresa", propõe Gonçalves. Segundo o executivo, países como Venezuela, Bolívia, Argentina e Chile estão na mira dos negócios da empresa para os próximos 2 ou 3 anos. "É preciso acompanhar o movimento das petroquímicas e ganhar mercado também fora do País."

 

Atualmente, a empresa tem operações em Jaboatão dos Guararapes (PE), Rio de Janeiro (RJ), Joinville (SC), Caxias do Sul (RS) e Londrina (PR).

 

Veículo: DCI


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