Acordos governamentais
Acordo entre Ministério do Meio Ambiente, Abras e Abrava busca maior eficiência energética nos supermercados
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) assinam dia 26 de março Acordo de Cooperação Técnica para promover a manutenção e a troca de equipamentos refrigerados obsoletos, que operam à base de SDO´s - Substâncias que Destroem a camada de Ozônio do Planeta, como os HCFCs e CFCs, em supermercados de todo o Brasil.
O consumo desses gases é de 9 mil toneladas por ano em todo o País e estima-se que 40% desse total, ou seja, cerca de 4 mil toneladas, ocorra nos equipamentos refrigerados dos supermercados.
Acordo entre Ministério do Meio Ambiente, Abras e Abrava busca maior eficiência energética nos supermercados.
O Acordo visa, em essência, aumentar a eficiência energética dos equipamentos de refrigeração das lojas, por meio da conscientização e do incentivo das Boas Práticas de Uso e Manutenção e, paralelamente, obter a redução gradual da emissão dos gases de efeito-estufa na atmosfera.
O Ministério e as duas entidades promoverão e compartilharão:
- Levantamentos e diagnósticos
- Planejamento de ações estratégicas
- Assessorias Técnicas e Educativas
Essa junção de know-how é essencial para que o setor supermercadista, composto por mais de 74 mil lojas espalhadas por todo o País, a maioria delas de pequeno porte, possa ser mobilizado e incentivado a cooperar.
“Estamos unindo forças, a Abras, a Abrava e o Ministério, para achar soluções que viabilizem e incentivem a melhor manutenção e troca de equipamentos refrigerados, sem comprometer a operação das lojas e o aumento do consumo”, afirma Sussumu Honda, presidente da Abras.
Em termos práticos, o acordo tem foco em informação e conscientização, com dois projetos:
- Cartilha de Boas Práticas (especialmente de manutenção)
- Seminário (com foco na conscientização)
O Acordo não prevê valores a serem investidos pelas partes, mas a ação conjunta e contínua das entidades e do Ministério, cada um com suas estruturas de trabalho e organização. Este compromisso é vital para que a redução das emissões de gases prejudiciais à camada de ozônio do Planeta ocorra sistematicamente, seguindo as determinações e o objetivo dos Protocolos de Montreal e Kyoto.
